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Chapéus de palha à la Brigitte Bardot, brincos de pressão à la camelô: quase aqueles das grandes senhoras. Rainha Elisabeth, quiçá! Ah, os tempos de monarquia tupiniquim... tão belos, as pessoas tão respeitosas, a família, os bons costumes. Ah, os bons costumes...
E hoje, os pobres diabos soltos por aí. Naqueles tempos, clamavam liberdade. E liberdade pra quê, se sem a nossa caridade não são capazes por si sós de conseguir um emprego digno, comida todos os dias e um quartinho para repousar? Devem ser uns estúpidos mesmo, é, de fato são uns ignorantes: trocar a hospedagem em nossa casa, a comida de graça e o ambiente respeitoso pela "liberdade" de dormirem sujos por aí, nos bancos mendigos com suas crianças porcas e sebosas? Que vivam assim, então, ingratos. Os filhos sempre tendem a rejeitar os pais, para depois descobrirem quão grande é a besteira que fizeram. Mas um dia talvez aprendem. E esse país há de recuperar sua época de ouro, seus arabescos, abacaxis e a paz generosa em que um dia repousou. Voltem, ó, tutores da grande nação! joão moreira salles e o onanismo do obtuso notas sobre o tema da decadência e do tempo em visconti
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